02- Seguindo os passos de Peter Mayle.
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| Cardápio de Rest. em Luberon |
Provence é também dividida em varias outras pequenas regiões, e a que Peter Mayle elegeu para sua moradia, foi a região do “Luberon”.
Começamos nosso roteiro pela cidade de “Cavaillon” onde circulamos por uma imensa feira. Parece que a feira é uma instituição na vida do Provençal, tudo é comercializado aqui. Vimos colchetes de pressão de vários tamanhos e cores, o último que eu tinha visto no Brasil, prendia a minha gravatinha no quarto ano primário em 1964. Bicos para garrafas de azeite tinha mais de 12 modelos diferentes, abridores de lata e saca-rolha outra infinidade de modelos, sem contar as barracas de mudas de plantas, azeitonas, pães doces e etc.
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| Bar "Le Fin de les Siecles" |
Visitamos o mesmo bar, “Le Fin de les Siecles” que foi inaugurado em 1899 na época de Napoleão III e freqüentado regularmente por Peter Mayle. Lá sentei-me à mesa e tomei preguiçosamente um “pastís” , bebida a base de anis largamente difundido por aqui. Em seguida, rumamos para “Ménerbes” Vilarejo onde Peter Mayle comprou e reformou a casa que é um dos principais temas do livro “Um ano na Provence”. Nesta vila existe o museu do vinho e da trufa, onde degustamos alguns vinhos da região do “Luberon” em especial um vinho branco trufado de sabor único, até a Miriam que não é muito fã de vinho quis repetir a dose. Apesar do nome Museu, esta casa vende seus produtos ao público ![]() |
| “Ménerbes” |
Após passar por “Bonnieux”, finalizamos nosso dia em “Lourmarin”, cidade onde vive atualmente o escritor.
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| Gordes |
10 de maio - Continuando os passos de Peter Mayle, em 10 de Maio, fomos para o vilarejo de “Gordes”que fica empoleirado no topo de uma montanha, Lá como ele narra em um de seus livros, existe uma feira muito agradável. Fomos para conferir. A feira fica bem no centro do vilarejo, ao redor de um grande castelo “Château”. Além dos produtos normais de qualquer feira, o que realmente me chamou a atenção, não só a atenção, mas também o estômago, o nariz, os olhos e etc. foram as barracas de queijos, embutidos, patês, temperos, mel, sucos, vinhos. Tudo mercadorias de produtores de “Provence”. O salame e o presunto cru estavam divinos, os queijos deliciosos. Tudo se podia provar sem nenhum constrangimento, os produtos já ficam cortados em pedacinhos para quem quiser degustar. Vidrinhos de mel das mais variadas floras ou sucos de várias frutas da região, tudo fica a disposição dos ávidos consumidores. Compramos uma pequena bandeja com 6 sabores de patês, incluindo 2 tipos de “tapenade” que levamos para nosso hotel onde saboreamos acompanhado de um gostoso vinho do “Luberon” e uma saborosa “baguette” francesa.![]() |
| Feira em Gordes |
Colocando novamente o “pé na estrada”, fomos para “APT”, é isso mesmo, a cidade se chama apenas “APT”, é pequena no nome, mas bem grandinha em proporção as demais cidades aqui da região. Tem uma catedral que foi edificada no século XI. Não tem muitos atrativos turísticos, mas é um grande pólo comercial e industrial para as outras pequenas cidades da região.
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| Roussillon |
Conta a lenda, que esta terra vermelha, é o sangue da bela “Sermonde”, esposa de Raymond D`Avignon, que teve seu amante assassinado pelo marido, então ela de tristeza, jogou-se de cima destas falésias e seu sangue deu a cor ocre a esta terra.
Estas estreitas estradas que serpenteiam as montanhas e cruzam os vales da “Provence” são de uma beleza inebriante. Dirigir sem destino definido, ouvindo lindas canções francesas através de uma estação de rádio muito apropriadamente chamada “Nostalgie” é muito prazeroso e tranqüilizante, mas percorrer uma estradinha toda arborizada, com as copas das árvores formando um túnel de vários quilômetros, eu nunca tinha tido prazer igual. Esta antiga estradinha liga “Salon de Provence” a “Saint Rémy de Provence” . É fantástica.
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| estrada que liga Salon a Saint Remy |
Continua na página, França - Parte 03, Avignon Cidade dos Papas
Abraços a todos os amigos
Osmar e Miriam







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