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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Venezuela, Isla Margarita e Curaçao

Venezuela, Isla Margarita e Curaçao
Aventura pela Venezuela e Caribe com 20 mil milhas.

Introdução.
vista de Caracas
Há alguns anos atrás, a Miriam e eu, planejamos viajar ao Caribe utilizando nossas milhas acumuladas no cartão de crédito. Porém no programa de milhagem “Smiles”, eram necessárias quarenta mil milhas por pessoa, (ida e volta) isso totalizava Oitenta mil pontos ou milhas, quantidade que não estávamos dispostos a desperdiçar, pois é possível viajar dentro da América do Sul com 20.000 pontos ou milhas.
Plaza Altamira - Chacao Caracas
Decidimos então aproveitar a oportunidade para conhecer a Venezuela em uma viagem de “Aventura”, ou seja, com a mochila nas costas e sem destinos pré-estabelecidos e sem reservas em hotéis. Iríamos desbravar a Venezuela e depois então, ir para “Isla Margarita” e para a charmosa “Curaçao” nas Antilhas Holandesas. Estamos postando agora em 2012 mas esta viagem aconteceu em Novembro de 2004 e como o “Bolivar”, moeda Venezuelana estava em constante desvalorização, converti os preços para o dólar norte americano da época, para que possa ter uma idéia melhor sobre os preços no país de “Hugo Chaves”.

Começo da Aventura.

Caracas Venezuela
Aproximadamente 6 horas depois de deixar São Paulo, as 22h30 do dia 09 de Novembro, desembarcamos em Caracas. Logo na saída do aeroporto, é comum ser abordado por uma avalanche de taxistas para lhe oferecer o transporte. Convém “pechinchar” porque sempre se consegue algum desconto, pagamos US$ 20,00, preço bastante razoável calculando que são mais de 30 km a distancia entre o aeroporto e o centro de Caracas e ele ainda pacientemente nos levou a vários hotéis até elegermos um de bom custo benefício. Nosso taxista foi o Sr. Edgar, fone 377-2284.
Optamos pela região de “Sabana Grande” que é servida com muitos hotéis, restaurantes e casas de Rumba. Ficamos no “hotel Gabial”, Av. Las Acacias fone (582) 793-1156, simples, mas agradável e muito bem localizado. Preço da diária para casal na época foi US$ 30,00.

10 de Novembro
Caracas.
Favelas de Caracas
Caracas é a capital federal da Republica Bolivariana da Venezuela e seu nome oficial é: “Santiago de León de Caracas” e terra natal de duas figuras ilustres na história da America Latina: Simon Bolivar e Francisco de Miranda.
Estávamos ansiosos para conhecer mais esta capital sul-americana, então levantamos cedo e fomos caminhar pelo centro da Cidade. Que desilusão, se a primeira impressão é a que fica, ficou uma péssima. O centro da cidade é um enorme “camelódromo”, milhares de barracas ocupam de maneira desordenada as calçadas ruas e praças. Procuramos com dificuldade alguns bons ângulos para tirar fotos dos ícones da cidade e almoçamos uma “Paella”, prato executivo por US$ 7,00 que não valeu o preço. À noite fomos a uma “Rumbaria” uma espécie de “PUB” com pista de dança, boa música e cerveja barata, US$ 1,00 cada “long-neck”. Divertimos bastante e foi o que valeu o dia.

11 de Novembro
Passeio para “Colônia Tovar”
Colônia Tovar
As duas horas de diferença do nosso fuso horário me fizeram acordar mais cedo do que pretendia, já que tínhamos saído da “Rumbaria” pela madrugada, pensei em acordar um pouco mais tarde, mas não teve jeito, o sol se levantou e eu me levantei também. Procuramos uma cafeteria, pois o hotel não inclui o desjejum em sua diária. Duas xícaras de café com leite e quatro pequenos croissants custaram US$ 4,70.

 Tomamos o Metrô na estação “Plaza Venezuela”, que fica em "Sabana Grande", bem próximo ao hotel, e na estação “Capitólio” trocamos para a linha 2 até a estação Silêncio. A partir daqui anda-se aproximadamente 3 a 4 quadras até a “Av. Lecuna” e ali pega-se um velho ônibus para o “Pueblito de Junquito” onde fizemos uma baldeação para uma “Wagonette” mais velha ainda que sobe a montanha por mais 45 minutos até que finalmente chegamos na linda “Colônia Tovar”.
Colônia Tovar
Metrô, US$ 0,22 + ônibus, US$ 0,40 e a Wagonette, US$ 1,00. O transporte público na Venezuela  é caótico, mas é muito barato devido ao baixo custo dos combustíveis. Um litro de gasolina sai menos de 0,10 centavos de dólar o que não chega a 0,18 centavos de real. Dá pra acreditar?
Situada a cerca de 2000 metros de altitude,“Colônia Tovar” foi fundada em 1843 por 391 imigrantes vindo de “Baden” região a sudoeste da Alemanha. Hoje ela abriga cerca de 16.000 habitantes, mas aumenta bastante nas temporadas. Aproximadamente do tamanho da também linda cidade de “Monte Verde” na Serra da Mantiqueira, ela é linda e faz valer a pena cada minuto gasto para chegar até aqui.

Com toda a arquitetura em estilo Alemão e lojinhas lindamente decoradas com floreiras e lindas cortinas rendadas, oferecem compotas, doces de leite, chocolates e muitos tipos de pães artesanais realmente deliciosos.  Almoçamos em um luxuoso restaurante chamado “Rebstock” (Rua Codazzi, 8 f. 355-1174) Comemos truta com camarão chileno, US$ 7,60 e truta a la plancha, US$ 6,45. Os preços aqui são acrescidos dos tradicionais 10% mas, existe ainda mais 1% de fundo de turismo e mais 16% de IVA, portanto uma conta de US$ 19,00 virou US$ 24,00.
Indicadores em Colônia Tovar
Igreja Central, Colônia Tovar


Convém lembrar que o Metrô cobra pelo número de estações ou por distância percorrida, deve-se passar o bilhete na catraca para entrar e sair, por isso nunca jogue fora o bilhete.


12 de Novembro
Saida para “Puerto la Cruz”
Puerto La Cruz
Na Venezuela, quase não se usa os termos leste e oeste, usa-se oriente e ocidente, portanto o terminal rodoviário com saídas para o leste chama-se Terminal Oriente e fica cerca de 10 km. do centro de Caracas, é possível ir de metrô.  Como estávamos com grandes mochilas, preferimos tomar um taxi que negociamos por US$ 5,00. No guichê da empresa de ônibus é que ficamos sabendo que nenhuma empresa aceita cartões de credito, somente a dinheiro, então procuramos alguém que pudesse fazer o cambio. Em uma padaria no andar superior do Terminal Rodoviário, tem um simpático português da Ilha da Madeira que trocou US$ 100,00 com uma cotação honesta. Compramos as passagens de ônibus executivo que é um pouco mais caro, mas tem ar condicionado, US$ 8,25. Chegamos a “Puerto la Cruz” por volta das 16h e bastou andar três quadras e já estávamos no “Passeo Colon”, uma bonita avenida a beira mar onde nos hospedamos no “Hotel Gaeta” . Diárias a US$ 27,00 mais US$ 5,00 pelo café da manhã.
Puerto La Cruz
13 de Novembro
Contratamos em uma agencia de turismo local, um tour pelas ilhas em frente da baia, custa US$ 34,00 com o almoço incluso, porém na última hora por falta de mais passageiros, o  passeio foi transferido para o dia seguinte. Para não perder o dia, pegamos um pequeno barco por US$ 4,25 que faz transporte de passageiros local entre o continente e uma das ilhas do “Parque Nacional Mochima”. Passamos um agradável dia na praia de “Puynare” num “Dolce far ninte”, apenas tomando algumas cervejinhas “Polar” sob uma frondosa sombra de um forte sol equatorial.
Polar, Cerveja Venezuelana
No final do dia, fomos ao terminal “Conferry” comprar as passagens para no dia seguinte embarcarmos para a “Isla Margarita”, optamos pelo expresso, um pouco mais caro, mas bem mais rápido, faz a travessia em apenas duas horas por US$ 16,60 cada. É bom lembrar que para comprar os bilhetes do “Ferry” é preciso preencher um formulário e levar fotocópias do passaporte ou bilhete de identidade, portanto providencie com antecedência.

14 de Novembro
“Isla Margarita”
Quem batizou esta ilha com este nome Greco-Latino foi Cristóvão Colombo em 15 de Agosto de 1498, pois “Margarita originalmente, significa pérola e não aquela linda flor de nome bastante parecido. E até hoje a ilha é grande produtora de pérolas e pode-se comprá-las com preços bastante convidativos até mesmo de ambulantes nas praias da ilha, mas se você não é um conhecedor para identificar as naturais das industrializadas, recomendo que compre em lojas especializadas.
Ferry para Isla Margarita
Esta manhã eu lamentei perder os US$ 5,00 que paguei antecipado pelo desjejum, mas acordamos um pouco tarde e tivemos que correr para pegar o “Ferry” que parte pontualmente às 8 horas. A viagem foi bem tranqüila, o mar estava uma verdadeira “taza de leche”, desembarcamos e logo fomos cercados por vários taxistas que ofereciam fazer o transporte até o centro de “Porlamar”, porém,  preferimos tomar o micro ônibus por US$ 0,80 e apreciar o pitoresco e alegre espírito caribenho do povo ilhéu. O radio do ônibus a todo volume, tocava sem parar as rumbas, merengues, calypsos e outros gêneros musicais muito populares por aqui.
Deixamos guardada nossas pesadas mochilas em uma loja de propriedade de um senhor que conhecemos no ônibus, para podermos passear  pela cidade de “Porlamar” com mais segurança e facilidade. Infelizmente a cidade não oferece muitos atrativos turísticos. Retiramos de volta nossas mochilas e apanhamos um taxi com destino a linda praia de “El água”. ( US$ 5,00 por um percurso de aproximadamente 15 km.)
Hotel Flamboyant
Como não tinha reserva de hotel, seguimos a avenida paralela a praia que tem muitos hotéis e procuramos um que fosse simpático com o melhor custo benefício. O hotel “Flamboyant” foi o eleito. Com sistema “All inclusive”, oferece café da manhã, almoço, breaks, jantar, e todas as bebidas que conseguir tomar nos bares instalados ao lado da piscina e outro na praia. Tudo ao preço de US$ 42,00 por pessoa, e nas noites ainda tivemos “Shows” folclórico e de dança, no palco instalado próximo ao bar da piscina.

15 de Novembro
Dia de praia
Praia El Agua
Praia El Agua
Hoje passamos o dia todo curtindo este estupendo mar caribenho de águas cristalinas. Como o hotel mantém um bar na praia, pode-se beber  o que quiser sem acrescentar um centavo na sua diária, então passei o dia deitado nas confortáveis espreguiçadeiras tomando, “margaritas, daikiris, cuba libres, sex on the beachs, pina coladas, mojitos, caipirinhas etc.” e mais de dez diferentes marcas de cervejas. Passamos o dia nesse ritmo, praia, bar, praia, bar, praia, bar. Ufa, que canseira, não é fácil essa vida. Quando o sol se pôs, voltamos ao hotel para descansar e passamos a noite na piscina e no bar do hotel. Afinal ninguém é de ferro.

16 de Novembro
Tour pela Ilha
Tour em Jeep 4x4
Marcamos um tour em “Jeep 4x4” ao redor da ilha. Por US$ 25,00 por pessoa, o comboio saiu as 9 horas e a primeira parada foi na capital da ilha, “La Asuncion” que apesar de ser a capital é um pequeno “pueblo” entre as verdejantes montanhas. Visitamos um velho forte construído em 1618 e em seguida fomos para outro pequeno e bucólico “pueblito Valle Del Espiritu Santo” onde, segundo nosso guia, é o “pueblo” mais católico e alcoólico da ilha, o povo vai a igreja e depois para as bodegas. Talvez o clima um pouquinho mais fresco faça este povoado ter o maior índice per capita em consumo de álcool. Aqui, visitamos também a catedral dedicada a “Virgem Del Valle” e o comércio local.
Proxima parada, “Laguna Restinga” onde fizemos um passeio de barco pelo mangue e pudemos visualizar muitos pássaros e sentir nas mãos os pequenos e curiosos cavalos marinho e varias espécies de estrelas do mar. Após fomos para a “Playa de Punta Arenas” onde almoçamos e tiramos uma pequena “siesta” na praia. Ainda dentro da “Península de Macanau” fomos a “Playa Virgem La Carmela”, uma paradinha para abastecer nosso tanque com cervejinhas geladas, depois seguimos para “Pueblo Juan Griego” fazendo mais uma paradinha  em um simpático “Parador”, afinal o calor equatorial é quase insuportável,  aqui provamos a fantástica “Cocada” (US$ 1,00) que é o seguinte: Água de coco batido com a polpa do coco mais açúcar, canela e um pouco de gelo. É uma delícia e vai aqui uma palavrinha local que vale a pena aprender, “Nhapa ou Nhapita” tem o mesmo significado da nossa “Choradinha”, ou seja, pedir mais um pouco sem pagar mais.
Parada para reabastecer as cervejas
Em “Juan Griego” visitamos o comercio local e o Porto Livre, em seguida partimos para o mirador ”Puerto Constanza” onde apreciamos o sempre magnífico por do Sol.
O tour terminou por volta das 18h30, faziam parte do pacote todas as cervejas ou refrigerantes que pudemos beber e que foram transportados em grandes caixas térmicas sobre os “Jippes”, e ainda o almoço e o passeio de barco. Realmente vale o preço. Fomos deixados na porta do nosso hotel e depois de um revigorante banho,  jantamos e ainda tivemos o prazer de assistir um show de dança folclórica no palco a beira da piscina tomando mais algumas “Pina coladas”.

17 de Novembro
Isla Margarita
Hoje foi mais um daqueles dias, praia, bar, praia, bar, praia, bar. Estendido nas grandes e confortáveis espreguiçadeiras e tomando os mais variados tipos de “drinks” e apreciando o belo mar caribenho. Acreditem o mar é tão bonito que eu nem olhei para todas as moças de “top-less” que que se bronzeavam ao sol . Ufa que canseira.

18 de Novembro
Passeio de Catamarã.
Passeio de Catamarâ
Partimos para um passeio no “Catamarã  Moon Dancing”. Assim que deixamos o porto de “Pampatar” o animado marinheiro já abriu o bar e ligou o som com as contagiantes “Rumbas, Calypsus, Cha chá chás, Merengues, Salsas, Reggaes etc. até chegarmos a “Isla de Coche”, areia muito branca e água super cristalina. Fomos desembarcados por outros pequenos barcos de madeira. Na ilha, a empresa do Catamarã já havia reservado para todo o grupo, práticos guarda-sóis com confortáveis cadeiras de praia. Alguns nativos ofereciam ostras ao preço de US$ 1,00 a dezena, comemos algumas acompanhadas com cerveja brasileira que o pessoal de bordo já tinha trazido para o improvisado bar de praia. O almoço foi servido em um rústico, mas agradável restaurante que emoldura a cena das lindas lagoas formadas pela água da maré alta, que fica represada na vasta extensão de areia onde dezenas de jovens praticam o “Kitesurfing” completando com o azul deste lindo dia de sol o colorido a este magnífico quadro. Depois de tomar sol, banho de mar e cerveja, não necessariamente nesta ordem, voltamos ao Catamarã onde continuou a festa até desembarcarmos novamente no porto de origem.
O colorido dos Kitesurfing




19 de Novembro
Último dia na Ilha Margarita.
Bar de praia do hotel Flamboyant
Enquanto a simpática Sra. Giovana, (dona de uma agencia de turismo local) cuidava de providenciar nossas passagens para Caracas, em um vôo da “Laser Air” (US$ 58,00), passamos o dia todo nesta paradisíaca praia de “El Água”. É nosso último dia nesta ilha então nos regalamos até que o último raio de sol nos deixasse. Conhecemos na praia, um alegre casal de venezuelanos que me agradeceu bastante pelo simples fato de ajudá-los a montar suas cadeiras que insistiam em promover uma feroz luta contra a pobre senhora  que já estava emaranhada com as ferragens da fatídica e sinistra cadeira. Após mais alguns “drinks” jantamos e curtimos boa parte do “show” desta noite com muita música e dança.

20 de Novembro
De volta ao Continente.
Combinamos com um taxista para nos apanhar as cinco horas da manhã no hotel  e ir até o aeroporto. Partindo da praia de “El Água”, são 27 km. e custou US$ 10,00.
Santa Ana de Coro
Entre “Isla Margarita” e Caracas, tivemos aproximadamente 50 minutos de vôo. Ao desembarcarmos, por mais US$ 10,00 tomamos um taxi direto para o terminal de ônibus “La Bandera”  de onde partem todos os ônibus com destino ao Ocidente, ou Oeste como falamos no Brasil. Este terminal é bem diferente do outro, o terminal Oriente é limpo e organizado, este é uma bagunça generalizada. Centenas de pessoas se amontoam em frente aos guichês sem organizar sequer uma fila. A Miriam e eu ficamos em guichês diferentes para aumentar as chances de sermos atendidos e após alguns minutos consegui, mas tive uma decepção. Tinha planejado ir para “Santa Ana de Coro” que é a mais antiga cidades do  país e foi sua primeira capital. Fundada em 1527, foi toda construída em estilo colonial e fica na costa da Venezuela de onde partem barcos que cobrem à pequena distancia de apenas 15 milhas entre o continente e a paradisíaca ilha de Aruba. Era apenas 9h30 da manhã e o único ônibus que tinha lugar, partia às 8h da noite. “A Miriam no outro guichê teve mais sorte, recebeu uma dica do rapaz que a atendeu. Podíamos tomar um micro-ônibus para “Valência” província de “Carabobo” e de lá outro para “Coro” província de Falcón”. Ótima idéia, descemos para o piso térreo procurando a sinalização até levarmos um pequeno susto ao ler: “Busetas para Valência” mas tenha calma, se escreve com “S”, é apenas a forma diminutiva de “Bus”. Tinha “Busetas” novas, velhas, grandes, pequenas e até “Busetas” com ar condicionado e todas pela bagatela de US$ 2,50 para cobrir um trajeto de 155 km.
Santa Ana de Coro
Em “Valência” a “Buseta”, parou do lado de fora do terminal rodoviário, então tivemos que passar por uma catraca e pagar US$ 0,10 para poder entrar na rodoviária. De “Valência” até “Coro” foram mais 291 km e custou US$ 5,00 em um ônibus grande e confortável com ar condicionado. Tivemos  uma parada no meio do caminho onde a Miriam tomou um refrigerante e comeu 6 pãezinhos típicos da região, ela disse que nunca tinha saboreado pãezinhos tão deliciosos mas, eu particularmente acho que era fome mesmo. Chegamos em “Coro” aproximadamente às 17 horas.
No terminal de “Santa Ana de Coro” tomamos um taxi por US$ 1,00 até o hotel “Miranda Cumberland”  no centro da cidade, após um demorado e gostoso banho fomos caminhar pela estreitas ruas do centro histórico e procurar um restaurante para finalmente ter uma boa refeição depois de um dia bastante agitado.
Iglesia de San Francisco - Coro
A cidade é toda em estilo colonial, como “Paraty” no Rio de Janeiro, mas infelizmente não está muito bem cuidada, vários prédios estão abandonados e uma infinidade de vendedores ambulantes “camelôs” disputando com o comercio oficial, vendendo roupas, quinquilharias e “CDs” piratas de salsa, merengues e rumbas tocadas a todo volume. Ao lado do pequeno aeroporto local encontramos um agradável restaurante onde jantamos uma macarronada com camarão e caranguejo que deixou saudades pelo sabor e pelo baixo preço e com certeza até hoje não encontramos igual.

21 de Novembro
Tiara-air no aeroporto de Punto Fijo
Hoje fomos procurar obter informações mais precisas sobre a travessia de barco para “Aruba e Curaçao”, pois as que eu havia obtido em minhas pesquisas anteriores estavam um pouco contraditórias. Todos nos deram a mesma resposta: O Ferry-boat foi desativado e só é possível ir de “avionetas” ou “Teco-teco” como chamamos em São Paulo esses pequenos aviões. Não me dei por vencido, tomamos um ônibus urbano para o porto “La Vela”. O ônibus mais parece um museu, não só pelo fato de ser velhíssimo, mas também pela decoração de centenas de obras de arte e outros penduricalhos de gosto duvidoso, espalhados pelo painel e pára-brisa do veículo e ainda com o rádio tocando rumbas no mais alto volume possível.
Antigo prédio da Alfândega em La Vela
 “La Vela” é apenas um pequeno povoado e porto de pescadores, mas já teve seus dias de glória quando o movimento de muitos veleiros, lanchas, iates e os grandes  Ferry-boats faziam a ligação entre o continente sul-americano e as ilhas das Antilhas holandesas. Porém, fomos informados que tudo foi desativado devido à grande quantidade de contrabando que ocorria na região, e eu só tenho a lamentar pelas atitudes de típicos políticos do terceiro mundo, que em vez de simplesmente colocar na cadeia os contrabandistas infratores, optam pela “canetada” e criam leis e proibições em detrimento de muitos trabalhadores honestos e outro tanto de turistas. É uma história que estamos cansados de ver por aqui também, onde resolvem diminuir as pesquisas da criminalidade em muitas praças e jardins, apenas fechando a área com grandes cercas ou muros. Ainda bem que nenhum político idiota resolveu demolir a ponte da amizade ou fechar a cidade de Foz do Iguaçu para coibir o contrabando entre o Brasil e o Paraguay.
Anoitecer em La Vela
Com o estômago avisando que era hora do almoço, não tivemos dúvida. Voltamos ao restaurante onde tínhamos jantado na noite anterior e saboreamos salada de camarão com lagosta gratinada. Conversando com o proprietário do restaurante, soubemos que existe aqui em “Santa Ana de Coro” uma grande fazenda que produz camarões, lagostas e outros crustáceos em cativeiro, e isso explica o baixo preço do delicioso produto na região. Depois desse verdadeiro manjar, fomos tirar a “siesta” no hotel a beira da piscina e lá ficamos preguiçosamente até o ultimo raio de sol.

22 de Novembro
Igreja Matriz de La Vela
Atravessamos a larga “Avenida Josefa Camejo” que separa o hotel do portão principal do pequeno “Aeropuerto José Leonardo Chirinas” e fomos nos informar sobre os vôos para Curaçao, No balcão da “Air Caribeam” soubemos que o preço era US$ 195,00 ida e volta e servia as três ilhas das Antilhas Holandesas, Aruba, Curaçao e Bonaire. Os vôos são diários as 9 horas da manhã, excluindo os domingos. Fiquei um pouco surpreso com preço de um vôo tão curto, pois a distância é muito pequena, cerca de 30 km. separam a ilha do continente. Voltei ao hotel onde tem uma agencia de viagens para ver se era possível comprar uma passagem que fizesse as pernas “Coro/Curaçao/Curaçao/Caracas” que seria mais cômodo porque nosso vôo para o Brasil parte de Caracas. Infelizmente não compensava, porque as passagens para os vôos só de ida, custam quase o mesmo preço das passagens de ida e volta. Então decidimos comprar as passagens na tal “avioneta” de oito lugares e fazer o caminho de volta a Caracas de ônibus novamente. Ao chegar ao aeroporto tive a amarga surpresa, só restava um lugar. Fiquei um pouco desiludido com a situação. A Miriam tentou me animar dizendo que essas coisas fazem parte de uma viagem de “Aventura”, temos de nos conformar quando não encontrar transporte na hora que queremos, mas em compensação, não temos compromisso com hora ou data, podemos mudar os nossos destinos a qualquer momento. Então ela sugeriu voltarmos para o aeroporto de Caracas que tem centenas de vôos diários para qualquer ilha do Caribe. Reanimado troquei ali mesmo no aeroporto alguns dólares com um senhor de nome bem sugestivo, (Sr. Magnata) e nos dirigimos ao terminal rodoviário.
Hotel Cumberland
No terminal rodoviário, vários “vendedores”  ofereciam por US$ 7,50 o serviço de lotação para Valência. São verdadeiras “banheiras ambulantes”, carrões antigos americanos fabricados entre os anos 60 e 70. O motorista muito falante nos convenceu e já foi guardando nossas mochilas no gigantesco porta-malas do carrão. Como éramos os únicos estrangeiros entre os passageiros, ele nos contou toda a história da cidade de Coro e sobre o grande produtor de Camarões, Lagostas e outros crustáceos em cativeiro que a cidade se tornou. Esses carros beberrões, não tem muita autonomia, por isso ele teve que parar em um posto para reabastecer, Aproveitei para experimentar a  tal “Arepa” comidas típica venezuelana, é um bolinho de farinha de milho cortado ao meio e recheado com temperos variados e alguns apimentados, o de carne desfiada é o mais popular e o preço foi US$ 1,50. Minha curiosidade me fez também conferir o preço na bomba de gasolina, o tanque era enorme, coube 70 litros e nosso falante motorista pagou todo orgulhoso os US$ 4,00 pelo combustível. Isso mesmo eu vou repetir. Quatro dólares por setenta litros de gasolina, isso faz aproximadamente seis centavos de dólar por litro, ou dez centavos de real. É mole? Entende porque o Sr. Hugo Chaves ainda é presidente por lá.
Parada para abastecimento do nosso "ônibus" lotação
De volta ao caos do terminal “La Bandera”, e debaixo de uma chuva torrencial, tomamos um taxi para o aeroporto. Aqui bateu um arrependimento danado de não ter aguardado a  “Avioneta” do dia seguinte  em “Santa Ana de Coro” no aeroporto “Las Piedras” em “Punto Fijo” ( Quem quiser ir para Aruba, Bonaire ou Curaçau por este caminho, aqui vai o site da companhia aérea. WWW.tiara-air.com ). Em Caracas não havia nenhum lugar em nenhum vôo pra nenhum lugar antes do dia 27 e nosso vôo de retorno ao Brasil estava marcado para o dia 29. Parecia ser o fim de nossa viagem. Mas um bom mochileiro aventureiro não arreda o pé, tínhamos a esperança de ficar em “Standby” fila de espera ou ainda tentar comover algum funcionário de alguma empresa aérea. Conversando com um rapaz que trabalhava negociando dólares nos corredores do aeroporto, nos disse que conseguia nos colocar em um voo da “Aeropostal”, pois sua esposa trabalhava no setor de reservas. Anotou nossos nomes e número dos passaportes em um pequeno papel e sumiu na multidão. Vinte minutos depois voltou com um número dizendo que era o número da nossa reserva e podíamos ir ao balcão da “Aeropostal” para comprar os bilhetes. Meio sem acreditar fui ao balcão e realmente estavam nos computadores os nossos nomes em um voo para “Curaçao”, ficou um pouco mais caro, US$ 220,00, mas paguei com gosto, pois não queria terminar precocemente as nossas férias. Dei uma caixinha de US$ 10,00 ao rapaz que nos prestou tanta gentileza, quando então vi que não era só gentileza, ele disse que dez era pouco e pediu US$ 50,00, pois tinha que repartir com outro funcionário, porem expliquei que tinha pouco dinheiro e que ele deveria ter dito o valor antes de fazer as reservas. Disse também que nós somos “Irmanos Brasileños” e não gringos americanos endinheirados e etc. Em resumo, ficou-nos US$ 10,00. “Passamos a noite próximo ao aeroporto em um hotel bem simples, hotel Tuiassu” por US$ 27,50 e finalmente descansamos do estafante dia.
Chegada em Curaçao

23 de Novembro
Antilhas Holandesas
Ainda com a “pulga atrás da orelha”, meio desconfiado da facilidade com que conseguimos as passagens, nos apresentamos para o “Check-in” no balcão da “Aeropostal” para o voo das 12h30. Alívio total, estava tudo certíssimo, só não sabia que além da taxa de embarque que já estava incluída no preço da passagem, tem mais uma que o “Chaves” copiou do “Sarney” , um imposto de US$ 43,00 para quem sai do país.
Desembarcamos em “Curaçao” depois de aproximadamente  40 minutos de voo. Após algumas perguntas a um funcionário do aeroporto, já tinha todas as informações sobre ônibus, preço e direção para o centro da cidade. Na realidade não tem muitos ônibus no serviço de transporte urbano, a maioria é servida por “Vans” ao preço de US$ 1,00.
Em “Curaçao” como também nas outras ilhas das “Antilhas Holandesas” , não precisa trocar dólares pelos florins, (moeda local), a moeda americana é corrente em todos os lugares.
Anoitecer em Curaçao
Tivemos uma agradável visão da cidade, ela é linda como um presépio. Muito limpa e com pitoresca arquitetura holandesa. Nossa entrada triunfal só foi interrompida por alguns minutos quando a curiosa e interessante ponte móvel com pilares sobre boias tipo barcaças começou a se mover para a passagem de um veleiro e um grande navio de turismo, mas tivemos a opção grátis de usar os “Ferrys” que fazem a travessia do canal do porto quando a ponte esta interditada aos pedestres.
Mambo Beach
Mambo Beach
Conversamos com alguns nativos e nos foi recomendado o “Hotel San Marco”, muito bem localizado e com preço bem razoável se comparado com a média local, US$ 73,00 a diária para casal. Depois de um gostoso banho e vestir roupas limpas, saímos para um passeio a pé pela linda e agradável cidade. Em um bar restaurante ao ar livre, situado em uma praça ao lado do pequeno porto, nossa atenção foi tomada por um grupo de músicos que tocava agradáveis melodias caribenhas. Sentamos bem próximo, mas em um banco da praça, e ali ficamos apreciando e aplaudindo a afinada banda quando fomos surpreendidos pelo vocalista do grupo que gentilmente disse que oferecia a música “Feeling” ao “Sympatic couple over there”, que eram a Miriam e eu.  Após sermos agraciados por mais algumas músicas, fui agradecer dizendo da coincidência dele oferecer para nós brasileiros, uma música em inglês, mas composta por “Maurício Alberto Kaisermann” que adotou o nome artístico de “Morris Albert” um musico também brasileiro. Ele nos confessou que era fã incondicional das nossas músicas, mas jamais imaginava que uma música tão famosa no mundo inteiro e escrita em inglês, fosse composta por um brasileiro. Ele muito simpático retribuiu o agradecimento e voltou para o palco onde depois de mais uma seleção musical anunciou publicamente nossa presença “From Brazil” e nos ofereceu  mais uma linda música, “Garota de Ipanema”. Foi realmente o mais fantástico “WELLCOME” recebido nesta viagem.
Thiel Beach

24 de Novembro
O dia não amanheceu ensolarado, algumas nuvens insistiam em cobrir o costumeiro sol caribenho, mas mesmo assim tomamos o ônibus rumo à praia de “Mambo Beach”. A praia é maravilhosa, mas tem uma particularidade interessante que nós brasileiros não estamos acostumados. A praia é particular e se paga ingresso para entrar, porém em contrapartida a estrutura é de ficar boquiaberto. Ela fica bem ao lado do “Sea Aquarrium” tem um sofisticado hotel, um lindo trapiche de onde saíram dezenas de grandes e lindos barcos lotados de mergulhadores e ainda um belo bar e um amplo restaurante. O preço é apenas US$ 3,00 e mais outros  US$ 3,00 se quiser utilizar as confortáveis cadeiras que mais parecem camas.
Vista do porto de Curaçao
As nuvens se afastavam de tempo em tempo, e davam lugar ao forte sol, algumas vezes elas voltavam e descarregavam uma forte, mas refrescante chuva sobre nós, todos corriam para se proteger nas cabanas dos bares e restaurantes e após pouquíssimos minutos a nuvem partia e novamente o sol retornava com toda sua plenitude. Em uma destas cabanas durante um dos intervalos das chuvas, conhecemos uma jovem brasileira dentista que se casou com um caribenho e mora aqui na ilha a mais de 18 anos, ela leva regularmente seu filho à “Mambo Beach” onde ele recebe aulas públicas de natação. Quando perguntei se ela pensava em voltar ao Brasil, ela respondeu com outra pergunta: Por que alguém deixaria este paraíso? Vou ao Brasil só para visitar meus parentes retrucou.
Curaçao
Ficamos o dia todo na praia, só saímos quando o dia começou a se despedir e a bela noite começou a nos cumprimentar convidando para um romântico jantar. Saímos do restaurante e ficamos vagando sob o luar desta pequena cidade. Atravessamos pelo interior do luxuoso hotel cassino onde um animado conjunto de “mariachis” cantava músicas mexicanas. Do lado oposto ao cassino, passamos por vários, lindos e finamente decorados restaurantes, todos (Seafront) com romântica vista para o mar. Como já havíamos jantado, prometemos retornar para o jantar na noite seguinte.

25 de Novembro
Esta manhã, nós fomos brindados com a visão de um lindo arco-íres. A brisa da noite deve ter dispersado as poucas nuvens e o sol se mostra mais presente sobre esta pequena ilha.
Mambo Beach
Após o café da manhã visitamos o comércio local, onde a Miriam comprou algumas lembranças, enquanto eu aguardava abrir os bancos para trocar por dólares alguns euros que ainda tinha em minha carteira. Os nativos usam o “Florim” antiga moeda holandesa que ainda é usada em toda Antilhas Holandesas. Caminhamos até o pequeno terminal para desta vez tomar o ônibus para a praia de “Jan Thiel Beach” que fica na baia de Caracas, e como a anterior, também é paga. Mesmos preços e mesma estrutura, só que esta não é uma praia natural, ela foi construída, a borda é igualzinho a uma piscina, inclusive as escadinhas para entrar na água, e construíram também uma pequena rampa, mais rasa, com mais ou menos 10 metros de largura para as crianças e idosos.
Voltamos para “Willemstad” em uma “Van” e foi bastante curioso, pois em uma pequena ilha quase todos se conhecem e o motorista por varias vezes desviou da rota original para deixar alguns passageiros na porta de casa.
Thiel Beach
Durante as noites tem feito uma temperatura  muito agradável e nesta gostosa noite de quinta feira, parece que toda a ilha ouviu o “Canto da Sereia” e resolveu sair também.  A cidade está lotada de gente. Em vários pontos tem afinadas bandas tocando ao vivo. Parece que toda a cidade está em festa. Curtimos o alegre ritmo caribenho de uma das bandas que se apresentava em um pequeno palco próximo a ponte móvel até que bateu a fome, então seguimos para o “Waterfront” onde tínhamos visto na noite anterior, vários restaurantes com visual bastante romântico.

26 de Novembro
Abou Beach
Hoje é nosso último dia nesta ilha e não tivemos tempo de conhecer outras partes deste pequeno paraíso então consultamos por telefone uma empresa que faz um “Jeep Tour” por toda a região, porém só saem com grupos de 6 pessoas ou mais e eles não deram certeza se iam sair ou não. Então optamos em alugar um carro e dar a volta na ilha por conta própria, percorrendo todas as praias que ainda não conhecíamos.
Na praia “Forti”, tem um mirante onde podemos nos deliciar com uma vista fantástica. A praia mais bonita é “Abou” e as demais praias, como “Laguna” e “Santu Pretu” não tem muito acesso para banhistas, são praticamente para mergulhadores e na praia de “Hundu” construíram um grande “resort” e uma praia artificial e também uma grande estrutura para quem pratica o esporte de mergulho. A ilha é realmente pequena, com pouco mais de quatro horas já estávamos de volta ao ponto de partida.

27 de Novembro
Nosso vôo para Caracas foi à tarde então tiramos a manhã para relaxar, tomar algumas saborosas cervejas holandesas e a Miriam comprou algumas lembrancinhas para os familiares.
Shopping Sambil
Desembarcamos no aeroporto “Simon Bolívar” e desta vez optamos pelo ônibus porque já estamos com o nosso orçamento estourado. Ônibus para Caracas US$ 2,00 e metrô até o hotel, US$ 0,20, não é tão confortável, mas bem mais barato que os vinte dólares cobrados pelo taxi. Depois de um revigorante descanso, fomos a uma “Rumberia” chamada “Mambo” que fica no mesmo prédio do hotel onde aproveitamos a boa música as danças e os baixos preços das cervejas e coquetéis que curtimos até alta madrugada.

28 de Novembro
Plaza Francia - Chacao Caracas
“Tudo que é bom, dura pouco”. Hoje é nosso último dia de férias, parece que não somos os únicos a ficar triste por ter que ir embora, o dia amanheceu garoando como se despejasse lagrimas sobre nós chorando a partida. Em um dia assim meio melancólico, nada melhor do que passear no “shopping Center”. Pedimos no hotel para fechar nossa conta e guardar nossas mochilas e tomamos o metrô para a estação “Chacao” onde, tivemos uma agradável surpresa sobre Caracas. “Chacao é uma região limpa, bonita, organizada e bastante sofisticada. Quase como a região dos jardins em São Paulo. O “shopping Sambil” é o quarto maior shopping da America do Sul, tem mais de 500 lojas em uma área de 250.000m2 e todo cheio de gente bonita e bem vestido. Visitamos também outro centro comercial a umas três quadras de distância do “Sambil”, chama-se “Centro Comercial Santo Ignácio” onde se encontra todas as famosas marcas como: “Louis Vuitton, Mont Blanc, Chanel, Dior, Gucci, Hermès, Prada” e etc. Este bairro veio tirar um pouco a desagradável impressão que tivemos sobre Caracas quando caminhamos pelo centro em meio a milhares de “Camelôs”. Enfim, Caracas ainda tem sua região elegante e bonita.
Interior do Shopping Sambil
No geral, o contraste entre as ilhas das “Antilhas Holandesas” e a Venezuela é gritante. Em Curaçao, como também em Aruba que tive o prazer de conhecer em viagem anterior, o turista sente segurança, tudo funciona e a estrutura turística é muito bem cuidada e explorada. A Venezuela quase que conta somente com sua inquestionável beleza natural. Por algumas vezes fomos aconselhados a não andar por um lugar ou outro, que era “Muy Peligroso”, mas a verdade é que em momento algum sentimos insegurança ou medo, mesmo caminhando em regiões mais pobres fomos muito bem recebidos.
Apesar do abandono das autoridades públicas, vale a pena visitar este país que tem sua maior riqueza dentro do coração de seu próprio povo com suas tradições, culturas e um jeito simples e amável de ser.

Até a próxima viagem
Osmar e Miriam

Um comentário:

  1. Neste relato supreendi-me mais uma vez. A veia cultural do Osmar é brilhante. Eu desconhecia o fato de que o Autor de "Feeling" fosse brasileiro.
    Viagem improvisada, mas sem atropelos. Relato minucioso que me fez ir aos sites do primeiro ao último dos hotéis e da própria cia. aérea.
    deixou-me com ganas de fazer esse passeio.
    Vilmar.

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